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Transformação da Cidade

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Além da Distância: O Crono-Urbanismo e a Nova Gestão do Tempo nas Cidades

Se a "Cidade dos 15 Minutos" nos ensinou a repensar a distância e a proximidade, o urbanismo moderno traz agora uma nova perspetiva fundamental para o futuro dos centros urbanos: o tempo.

Já imaginou fazer parte de um novo estilo de vida urbano em que viver trabalhar, comprar, cuidar, educar e divertir-se está num curto perímetro, alcançável em poucos passos? É esta a Cidade dos 15 minutos, um conceito que está em evolução e que quer acabar com a rotina transportes-trabalho-transportes-casa

Se a "Cidade dos 15 Minutos" nos ensinou a repensar a distância e a proximidade, o urbanismo moderno traz agora uma nova perspetiva fundamental para o futuro dos centros urbanos: o tempo.

Cidades Resilientes para um Futuro em Movimento


As cidades resilientes são aquelas que conseguem adaptar-se rapidamente a mudanças climáticas, económicas e sociais sem perder a sua essência. O crono-urbanismo é uma ferramenta poderosa para esta resiliência, porque:

  1. Descentraliza os fluxos: Ao eliminar a obrigatoriedade do "horário de pico" universal, suaviza-se a pressão sobre os transportes públicos e as infraestruturas viárias.

  2. Promove o bem-estar: Dá espaço ao ritmo individual, permitindo conciliar o trabalho remoto, o descanso, o desporto e a vida familiar sem a urgência constante do relógio.

  3. Valoriza a comunidade local: Cria bairros vivos onde apetece estar, conviver e apoiar o comércio e os serviços de proximidade a qualquer hora do dia.

O Novo Ritmo do Imobiliário Urbano


Esta evolução reflete-se diretamente na forma como olhamos para a habitação e para o imobiliário de usos mistos. Quem procura viver, trabalhar e circular nas cidades hoje exige soluções adaptadas a este novo ritmo — espaços flexíveis, dinâmicos e preparados para responder a estilos de vida que já não encaixam nos moldes tradicionais de 9 às 18.


O futuro das nossas cidades passa por alinhar o espaço ao tempo: menos tempo perdido em trânsito, mais tempo investido em qualidade de vida. É esta a visão que continuamos a acompanhar e a promover no dia a dia.



Carlos Moreno é professor na Universidade Sorbonne (Paris 1 Panthéon-Sorbonne) e diretor científico da Cátedra ETI (Entrepreneuriat Territoire Innovation).

O segredo está na proximidade


Se esta realidade, em que tudo o que faz implica apanhar um transporte, emitindo carbono, é familiar, então a leitura deste artigo é mesmo obrigatória. É que existe verdadeiramente uma forma de ter maior qualidade de vida nas cidades, ter proximidade de tudo o que é essencial e melhor ainda, chegar lá simplesmente a pé ou de bicicleta!

Quem o diz?


O mentor do conceito da Cidade dos 15 Minutos, Carlos Moreno, urbanista especialista em sistemas complexos e professor da Universidade Sorbonne, que está a promover a transformação de Paris.

Tempo de vida


Com o conceito da cidade dos 15 minutos, ou de proximidade, o objetivo é que esta se transforme numa vasta rede de lugares para que o tempo útil se torne em tempo de vida. Significa repensar a forma de nos movimentarmos, explorarmos e descobrirmos os nossos bairros a pé ou de bicicleta e dar assim uma resposta efetiva à redução das emissões de CO2 provenientes do tráfego automóvel.

E quando nasceu este conceito?

O conceito de Cidade dos 15 Minutos surgiu em 2015 num encontro das Nações Unidas em que estavam a ser debatidas as formas de reduzir as emissões de CO2 e encontrar soluções menos poluentes para o tráfego automóvel. Nesse encontro foi possível perceber que o foco ambiental passou da mobilidade para a proximidade, e que a solução mais óbvia para reduzir as emissões de CO2 é encurtar as distâncias que os cidadãos percorrem diariamente. Foi este o paradigma lançado por Carlos Moreno e que hoje está a transformar as nossas cidades. Inspirador certo?


Multifuncionalidade

Encurtar as distâncias entre os principais eixos de vida de todos nós – trabalho, serviços, saúde, ensino, lazer, entre outros – implica uma evolução urbana que visa a multifuncionalidade dos espaços. Os espaços têm de interligar várias funções essenciais para responder aos novos estilos de vida dos habitantes. Por exemplo, introduzir nos edifícios de escritórios espaços verdes que permitam momentos de contacto com a natureza e bem-estar integrados no dia habitual de trabalho (uma sessão de alongamentos a meio da manhã parece-nos muito bem!) e até serem o palco de eventos culturais para a comunidade local naqueles períodos do dia em que o edifício deixa de ser usado para efeitos de trabalho (e há tanto a partilhar sobre o futuro dos escritórios, uma reflexão que ficará para outro artigo).

Transformação dos locais

O que define o imobiliário de usos mistos é a capacidade de serem utilizados por diferentes pessoas, que têm diferentes necessidades, em que deixamos de pensar nos espaços como tendo apenas uma única finalidade. Vamos regenerar em conjunto as vivências de toda a comunidade, ligando os lugares à sua envolvência e ambiente, desenvolvendo novos bairros em que a comunidade ganha vida e encontra o que procura. A criação de uma cidade prática!

Proximidade

A ideia de felicidade associada à proximidade e à qualidade de vida sobrepõe-se ao conceito de cidade inteligente. A pandemia veio sublinhar precisamente o conceito de Cidade de 15 minutos e os novos estilos de vida emergentes promovem um olhar diferente sobre a evolução da vida urbana. Quantos de nós não passaram a valorizar viver perto de um espaço verde para conseguir respirar fundo neste contexto desafiante? Ou ter uma mercearia local para comprar o essencial e apoiar os pequenos produtores? Ou ir rapidamente ao veterinário, porque está nas imediações, com o amigo de quatro patas na pausa para o almoço enquanto se está em trabalho remoto?


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Cidades Resilientes para um Futuro em Movimento


As cidades resilientes são aquelas que conseguem adaptar-se rapidamente a mudanças climáticas, económicas e sociais sem perder a sua essência. O crono-urbanismo é uma ferramenta poderosa para esta resiliência, porque:

  1. Descentraliza os fluxos: Ao eliminar a obrigatoriedade do "horário de pico" universal, suaviza-se a pressão sobre os transportes públicos e as infraestruturas viárias.

  2. Promove o bem-estar: Dá espaço ao ritmo individual, permitindo conciliar o trabalho remoto, o descanso, o desporto e a vida familiar sem a urgência constante do relógio.

  3. Valoriza a comunidade local: Cria bairros vivos onde apetece estar, conviver e apoiar o comércio e os serviços de proximidade a qualquer hora do dia.

O Novo Ritmo do Imobiliário Urbano


Esta evolução reflete-se diretamente na forma como olhamos para a habitação e para o imobiliário de usos mistos. Quem procura viver, trabalhar e circular nas cidades hoje exige soluções adaptadas a este novo ritmo — espaços flexíveis, dinâmicos e preparados para responder a estilos de vida que já não encaixam nos moldes tradicionais de 9 às 18.


O futuro das nossas cidades passa por alinhar o espaço ao tempo: menos tempo perdido em trânsito, mais tempo investido em qualidade de vida. É esta a visão que continuamos a acompanhar e a promover no dia a dia.



Carlos Moreno é professor na Universidade Sorbonne (Paris 1 Panthéon-Sorbonne) e diretor científico da Cátedra ETI (Entrepreneuriat Territoire Innovation).

E se o segredo para a qualidade de vida nas cidades não estivesse apenas em onde estamos, mas em como o tempo se organiza nos espaços que habitamos? É aqui que surge o Crono-Urbanismo.


O que é o Crono-Urbanismo?


Enquanto o urbanismo tradicional se focou historicamente na expansão física e na divisão estrita de zonas (morar aqui, trabalhar acolá, comprar noutro sítio), o crono-urbanismo propõe uma mudança radical: a polivalência temporal dos espaços.


O conceito parte de uma premissa simples — o tempo útil dos cidadãos não deve ser desperdiçado em deslocações repetitivas e engarrafamentos. Mais do que encurtar quilómetros, trata-se de sincronizar a cidade com as necessidades reais das pessoas ao longo das 24 horas do dia.


A Flexibilidade dos Espaços: Quando o Edifício Muda de Papel


No coração do crono-urbanismo está a ideia de que os edifícios e os bairros não devem ter uma única utilidade estática. Pensemos nos espaços que utilizamos diariamente:

  • Edifícios de escritórios que ficam completamente desertos ao final do dia ou ao fim de semana. E se pudessem acolher eventos culturais, espaços de cowork comunitários ou ateliers criativos nesses períodos?
  • Escolas e equipamentos públicos cujos pátios e auditórios podem abrir-se à comunidade fora do horário letivo, criando pontos de encontro e lazer para os moradores.

Esta flexibilidade transforma estruturas rígidas em ecossistemas fluidos, reduzindo a pegada ecológica, otimizando recursos e dando nova vida aos bairros a qualquer hora.

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O segredo está na proximidade


Se esta realidade, em que tudo o que faz implica apanhar um transporte, emitindo carbono, é familiar, então a leitura deste artigo é mesmo obrigatória. É que existe verdadeiramente uma forma de ter maior qualidade de vida nas cidades, ter proximidade de tudo o que é essencial e melhor ainda, chegar lá simplesmente a pé ou de bicicleta!

Quem o diz?


O mentor do conceito da Cidade dos 15 Minutos, Carlos Moreno, urbanista especialista em sistemas complexos e professor da Universidade Sorbonne, que está a promover a transformação de Paris.

Tempo de vida


Com o conceito da cidade dos 15 minutos, ou de proximidade, o objetivo é que esta se transforme numa vasta rede de lugares para que o tempo útil se torne em tempo de vida. Significa repensar a forma de nos movimentarmos, explorarmos e descobrirmos os nossos bairros a pé ou de bicicleta e dar assim uma resposta efetiva à redução das emissões de CO2 provenientes do tráfego automóvel.

E quando nasceu este conceito?

O conceito de Cidade dos 15 Minutos surgiu em 2015 num encontro das Nações Unidas em que estavam a ser debatidas as formas de reduzir as emissões de CO2 e encontrar soluções menos poluentes para o tráfego automóvel. Nesse encontro foi possível perceber que o foco ambiental passou da mobilidade para a proximidade, e que a solução mais óbvia para reduzir as emissões de CO2 é encurtar as distâncias que os cidadãos percorrem diariamente. Foi este o paradigma lançado por Carlos Moreno e que hoje está a transformar as nossas cidades. Inspirador certo?


Multifuncionalidade

Encurtar as distâncias entre os principais eixos de vida de todos nós – trabalho, serviços, saúde, ensino, lazer, entre outros – implica uma evolução urbana que visa a multifuncionalidade dos espaços. Os espaços têm de interligar várias funções essenciais para responder aos novos estilos de vida dos habitantes. Por exemplo, introduzir nos edifícios de escritórios espaços verdes que permitam momentos de contacto com a natureza e bem-estar integrados no dia habitual de trabalho (uma sessão de alongamentos a meio da manhã parece-nos muito bem!) e até serem o palco de eventos culturais para a comunidade local naqueles períodos do dia em que o edifício deixa de ser usado para efeitos de trabalho (e há tanto a partilhar sobre o futuro dos escritórios, uma reflexão que ficará para outro artigo).

Transformação dos locais

O que define o imobiliário de usos mistos é a capacidade de serem utilizados por diferentes pessoas, que têm diferentes necessidades, em que deixamos de pensar nos espaços como tendo apenas uma única finalidade. Vamos regenerar em conjunto as vivências de toda a comunidade, ligando os lugares à sua envolvência e ambiente, desenvolvendo novos bairros em que a comunidade ganha vida e encontra o que procura. A criação de uma cidade prática!

Proximidade

A ideia de felicidade associada à proximidade e à qualidade de vida sobrepõe-se ao conceito de cidade inteligente. A pandemia veio sublinhar precisamente o conceito de Cidade de 15 minutos e os novos estilos de vida emergentes promovem um olhar diferente sobre a evolução da vida urbana. Quantos de nós não passaram a valorizar viver perto de um espaço verde para conseguir respirar fundo neste contexto desafiante? Ou ter uma mercearia local para comprar o essencial e apoiar os pequenos produtores? Ou ir rapidamente ao veterinário, porque está nas imediações, com o amigo de quatro patas na pausa para o almoço enquanto se está em trabalho remoto?


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E se o segredo para a qualidade de vida nas cidades não estivesse apenas em onde estamos, mas em como o tempo se organiza nos espaços que habitamos? É aqui que surge o Crono-Urbanismo.


O que é o Crono-Urbanismo?


Enquanto o urbanismo tradicional se focou historicamente na expansão física e na divisão estrita de zonas (morar aqui, trabalhar acolá, comprar noutro sítio), o crono-urbanismo propõe uma mudança radical: a polivalência temporal dos espaços.


O conceito parte de uma premissa simples — o tempo útil dos cidadãos não deve ser desperdiçado em deslocações repetitivas e engarrafamentos. Mais do que encurtar quilómetros, trata-se de sincronizar a cidade com as necessidades reais das pessoas ao longo das 24 horas do dia.


A Flexibilidade dos Espaços: Quando o Edifício Muda de Papel


No coração do crono-urbanismo está a ideia de que os edifícios e os bairros não devem ter uma única utilidade estática. Pensemos nos espaços que utilizamos diariamente:

  • Edifícios de escritórios que ficam completamente desertos ao final do dia ou ao fim de semana. E se pudessem acolher eventos culturais, espaços de cowork comunitários ou ateliers criativos nesses períodos?
  • Escolas e equipamentos públicos cujos pátios e auditórios podem abrir-se à comunidade fora do horário letivo, criando pontos de encontro e lazer para os moradores.

Esta flexibilidade transforma estruturas rígidas em ecossistemas fluidos, reduzindo a pegada ecológica, otimizando recursos e dando nova vida aos bairros a qualquer hora.

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(+351) 969 457 813  (Chamada para a rede móvel nacional) 

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(Chamada para a rede móvel nacional) 

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